Um corpo que dança não pode explicar seus movimentos.
Um corpo que grita
e chove
não consegue deixar de ensurdecer
e molhar-se.
Toda gota vem do mesmo céu
em cima de um único corpo,
o mesmo que treme
todas as vezes que ameaçado
sem ataque.
Essa matéria
de estudo,
corpo humano,
venera um futuro.
Todo futuro há de se tornar presente
E o aniversário está próximo.
O que melhor presentear um corpo com
outro
?
B²
sexta-feira, 17 de junho de 2016
domingo, 12 de junho de 2016
O dia mais longo de minha existência
Antecipação
Dúzias de rosas fictícias espalhadas pelo chão de madeira do quarto
Todas azuis.
A cortina amarela ilumina a meio fio
Do que pode ser a luz da lua ou da rua.
Dúzias de rosas fictícias espalhadas pelo chão de madeira do quarto
Todas azuis.
A cortina amarela ilumina a meio fio
Do que pode ser a luz da lua ou da rua.
Faz frio
Um frio que faz parecer que jamais vivi o inverno
E talvez não tenha mesmo.
As datas somente se repetem
E o verão some aos poucos
Das marcas das costas
E do olhar.
Um frio que faz parecer que jamais vivi o inverno
E talvez não tenha mesmo.
As datas somente se repetem
E o verão some aos poucos
Das marcas das costas
E do olhar.
Foi um dia lindo
Desses que o Sol não esquenta,
Mas é suficiente.
Foi uma tarde estranha:
Sonolenta e enjoativa de amores alheios. É noite...
E tudo que a escuridão não mostra, desmorona rasgando os pulmões.
Desses que o Sol não esquenta,
Mas é suficiente.
Foi uma tarde estranha:
Sonolenta e enjoativa de amores alheios. É noite...
E tudo que a escuridão não mostra, desmorona rasgando os pulmões.
A respiração falhou.
De que adianta gritar?
As flores ouvem os sussurros
E é isto que importa.
De que adianta gritar?
As flores ouvem os sussurros
E é isto que importa.
Como pode um mês antecedendo-me dilacerar assim?
...
Depois de um súbito fechar de olhos
Afoguei-me na chuva que não caiu
Ainda.
Afoguei-me na chuva que não caiu
Ainda.
B²
terça-feira, 7 de junho de 2016
O inverno nem começou ainda
Meu corpo ainda é primavera
Adornado com flores
embebedadas de mel.
Mas
O vento já bate
e eu apanho.
...
Revido
pois o inverno combina bem com minhas pétalas azuis.
(e as abelhas também, se não ficarem a zanzar )
B²
Adornado com flores
embebedadas de mel.
Mas
O vento já bate
e eu apanho.
...
Revido
pois o inverno combina bem com minhas pétalas azuis.
(e as abelhas também, se não ficarem a zanzar )
B²
terça-feira, 31 de maio de 2016
Unidade
Mais um dia primeiro
E os números seguem
Como se fossem o primeiro.
Primeiramente, desculpe me pela repetição
É que minhas pétalas dançam hoje
Em volta da fogueira que acendeste.
Cada vela nova que torna-se fogo é diferente
É banho que não pode ser repetido em mesmo rio
Ou ceu da boca em riso.
Desde a primeira flama
Não ouve cessar
Não se ouve falar
Todos os tons que o meu azul revelou em flor.
Eu sou uma constelação
Que almeja a chuva de meteoros
Por mais duros que sejam ao colidir.
Basta um toque
Que as estrelas brilham em gritos
Doentes de astros
E amanheceres.
E os números seguem
Como se fossem o primeiro.
Primeiramente, desculpe me pela repetição
É que minhas pétalas dançam hoje
Em volta da fogueira que acendeste.
Cada vela nova que torna-se fogo é diferente
É banho que não pode ser repetido em mesmo rio
Ou ceu da boca em riso.
Desde a primeira flama
Não ouve cessar
Não se ouve falar
Todos os tons que o meu azul revelou em flor.
Eu sou uma constelação
Que almeja a chuva de meteoros
Por mais duros que sejam ao colidir.
Basta um toque
Que as estrelas brilham em gritos
Doentes de astros
E amanheceres.
B²
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Ninho
Um relampejo vermelho no céu anterior à chuva
E eu me faço pensar nas cores
No arco íris que brilha de noite
E no sangue que ferve.
Os asas de pássaros oferecem acolhimento
E esta é a palavra do dia,
De um banho de espuma
E uma vela acesa.
...
Os olhos conseguem descansar em calmaria
Sem que a água do mar afogue
Mas ainda assim deixe molhada.
Ondas vem e vão
Sempre desfazem-se na praia,
Areia de marinheiros em despedida.
Antes de quaisquer questionamento
Em uma madrugada
Não tão fria quanto as outras
Um pacto foi feito.
Sem mais arrependimentos, juramos nós duas
E assim devemos seguir,
Assim nos cobramos de nossas palavras
Até quando outras juras sobreponham-se
...
Pois este é o único compromisso que realmente há
O com a vida.
Há vida.
A vinda.
E eu me faço pensar nas cores
No arco íris que brilha de noite
E no sangue que ferve.
Os asas de pássaros oferecem acolhimento
E esta é a palavra do dia,
De um banho de espuma
E uma vela acesa.
...
Os olhos conseguem descansar em calmaria
Sem que a água do mar afogue
Mas ainda assim deixe molhada.
Ondas vem e vão
Sempre desfazem-se na praia,
Areia de marinheiros em despedida.
Antes de quaisquer questionamento
Em uma madrugada
Não tão fria quanto as outras
Um pacto foi feito.
Sem mais arrependimentos, juramos nós duas
E assim devemos seguir,
Assim nos cobramos de nossas palavras
Até quando outras juras sobreponham-se
...
Pois este é o único compromisso que realmente há
O com a vida.
Há vida.
A vinda.
B²
domingo, 8 de maio de 2016
A perturbação
Todos os viciados são a sarjeta.
Eu me vejo presa
Dependente da Química
Dos comprimidos e dos braços.
Eu me vejo presa
Dependente da Química
Dos comprimidos e dos braços.
Nem sempre respiro quando presa neles.
O rasgo em mim
Como qualquer tecido de chão,
Deslumbra flores azuis.
A dor de senti-las respirando
Crescendo e alastrando o peito é constante
E permeia mesmo ao dormir.
Esses sonhos decidem o que há de acontecer.
O pêndulo varia entre o céu e a garganta
Mas,
todos os rascunhos da noite querem ser coloridos
E construídos.
B²
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Sereno
Abro mão da saúde
Dos assobios frívolos pela garganta
E a certeza de um cobertor.
O quente está em contraste
Na frieza da madrugada
Como as estrelas desaparecendo com o chegar da manhã.
Abra a mão da saudade
Dos rodopios dignos pela varanda
E a destreza de um conhecedor.
A quem te vá em desgaste
Na beleza da inventada
Come as estradas desmerecendo com o chamar de amanhã.
Grave bem os dizeres
Por todo o tempo que adoeço
Para curar uma memória perfeita.
As estrelas choraram
E nem sabem o porquê.
Mas suas lágrimas regaram o chão
Que queriam brilhar mais que o céu.
Suas lágrimas resgataram o chão
Que queriam brilhar mais que o teu véu.
Dos assobios frívolos pela garganta
E a certeza de um cobertor.
O quente está em contraste
Na frieza da madrugada
Como as estrelas desaparecendo com o chegar da manhã.
Abra a mão da saudade
Dos rodopios dignos pela varanda
E a destreza de um conhecedor.
A quem te vá em desgaste
Na beleza da inventada
Come as estradas desmerecendo com o chamar de amanhã.
Grave bem os dizeres
Por todo o tempo que adoeço
Para curar uma memória perfeita.
As estrelas choraram
E nem sabem o porquê.
Mas suas lágrimas regaram o chão
Que queriam brilhar mais que o céu.
Suas lágrimas resgataram o chão
Que queriam brilhar mais que o teu véu.
B²
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