Meu corpo ainda é primavera
Adornado com flores
embebedadas de mel.
Mas
O vento já bate
e eu apanho.
...
Revido
pois o inverno combina bem com minhas pétalas azuis.
(e as abelhas também, se não ficarem a zanzar )
B²
terça-feira, 7 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Unidade
Mais um dia primeiro
E os números seguem
Como se fossem o primeiro.
Primeiramente, desculpe me pela repetição
É que minhas pétalas dançam hoje
Em volta da fogueira que acendeste.
Cada vela nova que torna-se fogo é diferente
É banho que não pode ser repetido em mesmo rio
Ou ceu da boca em riso.
Desde a primeira flama
Não ouve cessar
Não se ouve falar
Todos os tons que o meu azul revelou em flor.
Eu sou uma constelação
Que almeja a chuva de meteoros
Por mais duros que sejam ao colidir.
Basta um toque
Que as estrelas brilham em gritos
Doentes de astros
E amanheceres.
E os números seguem
Como se fossem o primeiro.
Primeiramente, desculpe me pela repetição
É que minhas pétalas dançam hoje
Em volta da fogueira que acendeste.
Cada vela nova que torna-se fogo é diferente
É banho que não pode ser repetido em mesmo rio
Ou ceu da boca em riso.
Desde a primeira flama
Não ouve cessar
Não se ouve falar
Todos os tons que o meu azul revelou em flor.
Eu sou uma constelação
Que almeja a chuva de meteoros
Por mais duros que sejam ao colidir.
Basta um toque
Que as estrelas brilham em gritos
Doentes de astros
E amanheceres.
B²
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Ninho
Um relampejo vermelho no céu anterior à chuva
E eu me faço pensar nas cores
No arco íris que brilha de noite
E no sangue que ferve.
Os asas de pássaros oferecem acolhimento
E esta é a palavra do dia,
De um banho de espuma
E uma vela acesa.
...
Os olhos conseguem descansar em calmaria
Sem que a água do mar afogue
Mas ainda assim deixe molhada.
Ondas vem e vão
Sempre desfazem-se na praia,
Areia de marinheiros em despedida.
Antes de quaisquer questionamento
Em uma madrugada
Não tão fria quanto as outras
Um pacto foi feito.
Sem mais arrependimentos, juramos nós duas
E assim devemos seguir,
Assim nos cobramos de nossas palavras
Até quando outras juras sobreponham-se
...
Pois este é o único compromisso que realmente há
O com a vida.
Há vida.
A vinda.
E eu me faço pensar nas cores
No arco íris que brilha de noite
E no sangue que ferve.
Os asas de pássaros oferecem acolhimento
E esta é a palavra do dia,
De um banho de espuma
E uma vela acesa.
...
Os olhos conseguem descansar em calmaria
Sem que a água do mar afogue
Mas ainda assim deixe molhada.
Ondas vem e vão
Sempre desfazem-se na praia,
Areia de marinheiros em despedida.
Antes de quaisquer questionamento
Em uma madrugada
Não tão fria quanto as outras
Um pacto foi feito.
Sem mais arrependimentos, juramos nós duas
E assim devemos seguir,
Assim nos cobramos de nossas palavras
Até quando outras juras sobreponham-se
...
Pois este é o único compromisso que realmente há
O com a vida.
Há vida.
A vinda.
B²
domingo, 8 de maio de 2016
A perturbação
Todos os viciados são a sarjeta.
Eu me vejo presa
Dependente da Química
Dos comprimidos e dos braços.
Eu me vejo presa
Dependente da Química
Dos comprimidos e dos braços.
Nem sempre respiro quando presa neles.
O rasgo em mim
Como qualquer tecido de chão,
Deslumbra flores azuis.
A dor de senti-las respirando
Crescendo e alastrando o peito é constante
E permeia mesmo ao dormir.
Esses sonhos decidem o que há de acontecer.
O pêndulo varia entre o céu e a garganta
Mas,
todos os rascunhos da noite querem ser coloridos
E construídos.
B²
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Sereno
Abro mão da saúde
Dos assobios frívolos pela garganta
E a certeza de um cobertor.
O quente está em contraste
Na frieza da madrugada
Como as estrelas desaparecendo com o chegar da manhã.
Abra a mão da saudade
Dos rodopios dignos pela varanda
E a destreza de um conhecedor.
A quem te vá em desgaste
Na beleza da inventada
Come as estradas desmerecendo com o chamar de amanhã.
Grave bem os dizeres
Por todo o tempo que adoeço
Para curar uma memória perfeita.
As estrelas choraram
E nem sabem o porquê.
Mas suas lágrimas regaram o chão
Que queriam brilhar mais que o céu.
Suas lágrimas resgataram o chão
Que queriam brilhar mais que o teu véu.
Dos assobios frívolos pela garganta
E a certeza de um cobertor.
O quente está em contraste
Na frieza da madrugada
Como as estrelas desaparecendo com o chegar da manhã.
Abra a mão da saudade
Dos rodopios dignos pela varanda
E a destreza de um conhecedor.
A quem te vá em desgaste
Na beleza da inventada
Come as estradas desmerecendo com o chamar de amanhã.
Grave bem os dizeres
Por todo o tempo que adoeço
Para curar uma memória perfeita.
As estrelas choraram
E nem sabem o porquê.
Mas suas lágrimas regaram o chão
Que queriam brilhar mais que o céu.
Suas lágrimas resgataram o chão
Que queriam brilhar mais que o teu véu.
B²
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Pressentimento
Pré sentimento
Ansiedade em sentir antes de viver.
Uma luz Branca se alastra no peito,
Nenhum de nós pode prever o futuro
Mas o passado se repete
E deve assim ser.
O desejo é pleno e escaldante sob o calor do sol
Todas as noites.
Corridas ou não, estas viram números
Uma contagem regressiva sem data
Para a próxima das vindas.
Os olhos compartilham das mesmas lembranças
E, os que aqui escrevem sofrem,
Gritam por misericórdia
Sem saber o que fazer
Quando os miram.
Palavras se afogam e o corpo entrega
Rende-se no olhar
Sem que a boca se abra, porque,
Se abrir, Não será.
Que os violinos ricocheteiem alto
E todas as vidraças tenham a chance de ser partidas.
Os castanhos devoram
E todas as outras cores escondem-se:
É escuridão,
Fiel aos segredos como às sombras.
O relógio bate
Interrompe o sono,
Impossibilita o descanso.
Pensamentos vingam os conselhos
Nas diversas formas que as penas de ganso permitem pensar.
Perguntou onde estavam as perguntas.
Não teve resposta
E esta era a questão.
Ansiedade em sentir antes de viver.
Uma luz Branca se alastra no peito,
Nenhum de nós pode prever o futuro
Mas o passado se repete
E deve assim ser.
O desejo é pleno e escaldante sob o calor do sol
Todas as noites.
Corridas ou não, estas viram números
Uma contagem regressiva sem data
Para a próxima das vindas.
Os olhos compartilham das mesmas lembranças
E, os que aqui escrevem sofrem,
Gritam por misericórdia
Sem saber o que fazer
Quando os miram.
Palavras se afogam e o corpo entrega
Rende-se no olhar
Sem que a boca se abra, porque,
Se abrir, Não será.
Que os violinos ricocheteiem alto
E todas as vidraças tenham a chance de ser partidas.
Os castanhos devoram
E todas as outras cores escondem-se:
É escuridão,
Fiel aos segredos como às sombras.
O relógio bate
Interrompe o sono,
Impossibilita o descanso.
Pensamentos vingam os conselhos
Nas diversas formas que as penas de ganso permitem pensar.
Perguntou onde estavam as perguntas.
Não teve resposta
E esta era a questão.
B²
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Dose única
E no fundo do meu francês
Há um Boêmio revestido de gritos,
Uma ópera interna.
O coro age junto
Esquenta e ferve o sangue nos tenores.
O sorriso firma a boca aberta
De olhos maravilhados mesmo na escuridão,
Movimentos circulares em espaço limitado
E a visualização prepara ainda mais o estômago
Pois o fio de bater de asas não reside la:
E sim em toda alma fria no verão
Inacabado.
Há um Boêmio revestido de gritos,
Uma ópera interna.
O coro age junto
Esquenta e ferve o sangue nos tenores.
O sorriso firma a boca aberta
De olhos maravilhados mesmo na escuridão,
Movimentos circulares em espaço limitado
E a visualização prepara ainda mais o estômago
Pois o fio de bater de asas não reside la:
E sim em toda alma fria no verão
Inacabado.
B²
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