A vida com um sorriso no rosto
sem caligrafia ou falsos pensamentos.
Purificação!
Sem chamadas de trevas e dores apelativas,
de quem se faz de infeliz para alterar o redor.
Risos verdadeiros e sinceros;
caminhos listrados para o desconhecido,
ao imaculado da espiritualidade.
Um rosto vindo sem tempo ou data,
uma voz aveludada ao progredir entre os passos
Sons de pés silenciosos
Correntes de parceria
e uma situação inusitada,
dentre todas da nova era,
em transe.
Os olhos pesam,
pois o corpo tenta se livrar da mente translúcida.
Se a caneta permitir
a tinta não manchará
mas marcará a pele, mais rígida que sangue
as doses de pensamento
aderidos em espuma e olhares nunca mais vazios.
E vibra
sem bordar nos castelos
as construções transcritas
de tantas palavras que vem sem se ler.
Vida de criança, leveza
Tormenta de falas vomitadas
sem temor.
Tiramos os óculos escuros
como a noite intensa
e cabelos e olhos de ortônimo.
O coração trai o amador
que não sabe amar, mas,
no decorrente, correnteza,
aprendeu a essência,
sem nome:
descaradamente rimado
como contentamento.
A precipitação, terra de pecado,
em luta não varrida
em prosa sem ferramenta de claridade
sem situação ou concordância;
quem dera explicação plausível...
Infinito
de pouco espaço.
B²
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
Pecados no palco
Uma mentirinha ao dizer que não há palavras sobre tal momento.
Há sim, muitas!
A situação em si foi tão desconcertante
que desconcerto aqui
a promessa uma vez que fiz
de parar a prosa.
B²
Há sim, muitas!
A situação em si foi tão desconcertante
que desconcerto aqui
a promessa uma vez que fiz
de parar a prosa.
Aqui, agora, está tudo silencioso. Lá, instantes antes de começar, podia se ouvir as vozes ao tocar a cortina fechada com a cabeça. O cheiro abusivo de neblina é para se dançar, e, quando se for, deitar no chão e observar a luz...Luz que esquenta minhas mãos e beija meu rosto.
Pois bem, as asas cansam os pés.A música começa e inevitavelmente é visto centenas de rostos, virados a nós, comentados por voz que faz chorar. As lágrimas se iniciaram antes mesmo do primeiro sinal mas, lá, na abertura foi o ápice. Rosto escorrido de medo, inconstância e infelicidade do personagem dado, costurado às costas. Eu revivi a ansiedade, as descidas infinitas pelas escadas, o desespero contra o tempo, a finitude e o contato com pessoas que amo.
Quando fecharam meus olhos, cega senti os olhares apavorados voltados a mim. Projetei cada assento do teatro e gritei para as cadeiras vermelhas vazias, preenchidas por pessoas que eu nunca chegue a conhecer; para que ouvissem e acordassem seu interior.
Não foi feito um espetáculo, ou danças ou teatro. Eu sei que ali foi feito poesia, e é isto que toda alma deveria, ao menos uma vez, vivenciar.
A quem viu, agradecimento e gratidão.A quem não viu... o mistério e possibilidade de deixá-los imaginar como foi, pois nenhuma câmera há de capturar em ponto de vista ou plano aberto todas as virtudes e pecados ali admitidos. Ainda que as palavras me façam acreditar que a ausência só é permitida porque assim seria melhor, quem sabe a curiosidade desperte quem dorme.
Haviam tantos detalhes a serem descritos, tantos abraços escorridos de choro e corações pulsantes, tantos nomes e sons, tantas vidas e intrigas que o sono guardou em meus olhos inchados e colocou-me a dormir. O que não foi contado, por atrevimento ou esquecimento, foi transportado a sonho, sonho que preenche papéis e pétalas de rosas - infelizmente, não azuis.
Não o ultimo, mas a volta do filho à casa.B²
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Torna-se hoje
Eu queria, de verdade
não começar a escrever com meu nome no início
mas não me contenho.
Porque eu - novamente -
queria duas batidas na porta e
uma rosa azul.
Por mais maçante que soe
e realmente seja
há tempos não dançava ao som de voz aveludada
mesmo em dias de caos
e pureza reduzida a potes de vidro sujos.
Algumas horas para reencontrar o amor verdadeiro.
Tão lindo, tão puro, tão vazio.
A ansiedade para gritar a ninguém
e o medo do que virá a acontecer
quando as portas se fecharem
as luzes se apagarem
e a imensidão e crueldade da noite
engolir em uma só bocada o meu voo.
B²
não começar a escrever com meu nome no início
mas não me contenho.
Porque eu - novamente -
queria duas batidas na porta e
uma rosa azul.
Por mais maçante que soe
e realmente seja
há tempos não dançava ao som de voz aveludada
mesmo em dias de caos
e pureza reduzida a potes de vidro sujos.
Algumas horas para reencontrar o amor verdadeiro.
Tão lindo, tão puro, tão vazio.
A ansiedade para gritar a ninguém
e o medo do que virá a acontecer
quando as portas se fecharem
as luzes se apagarem
e a imensidão e crueldade da noite
engolir em uma só bocada o meu voo.
B²
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Nunca é tarde para rimar
Para o meu desespero
fui enclausurada pelos poemas.
Eles disseram
''Nunca mais vais escrever em prosa''
e, eu, contaminada pela gramatica adequada, aceitei.
Mas eram novos tempos aqueles que ventavam
e adoeciam a alma de um artista que apenas queria ser visto
e lido antes de dormir.
Eu tinha sono
mas a madrugada fria me balança em seu colo.
...
Passou três dias sem comer
apenas água e Sol,
desmaiou na véspera do casamento
e fugiu com os braços do chão
que seguraram seu corpo na queda.
Uma vida na estrada, sem figurinos
nas demandas do verão e tristezas do inverno
na espera das palavras de acolhimento
ou da enfim liberdade
para bater as asas
e vo(lt)ar
B²
fui enclausurada pelos poemas.
Eles disseram
''Nunca mais vais escrever em prosa''
e, eu, contaminada pela gramatica adequada, aceitei.
Mas eram novos tempos aqueles que ventavam
e adoeciam a alma de um artista que apenas queria ser visto
e lido antes de dormir.
Eu tinha sono
mas a madrugada fria me balança em seu colo.
...
Passou três dias sem comer
apenas água e Sol,
desmaiou na véspera do casamento
e fugiu com os braços do chão
que seguraram seu corpo na queda.
Uma vida na estrada, sem figurinos
nas demandas do verão e tristezas do inverno
na espera das palavras de acolhimento
ou da enfim liberdade
para bater as asas
e vo(lt)ar
B²
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Salva de graças
Já se foi o tempo em que era preciso mentir
hoje q verdade destoa e reluz,
tanto com os cabelos presos
ou soltos.
As máscaras cujo fim era o da interação só distanciaram mais da meta,
mas a espontaneidade
em local certo, subiu os degraus
sem asas
ou pena de norte.
Os olhos gritam melodias suaves
toda vez que é roubado o riso
e o choro ban(d)ido.
Uma estória de pinóquio tornada sangrenta
com carne e unha,
fome e prazer.
B²
hoje q verdade destoa e reluz,
tanto com os cabelos presos
ou soltos.
As máscaras cujo fim era o da interação só distanciaram mais da meta,
mas a espontaneidade
em local certo, subiu os degraus
sem asas
ou pena de norte.
Os olhos gritam melodias suaves
toda vez que é roubado o riso
e o choro ban(d)ido.
Uma estória de pinóquio tornada sangrenta
com carne e unha,
fome e prazer.
B²
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
O som das teclas no estômago
Nomes vazios
e infrações.
Freio de mão e ajustes às rodas.
Piadas infames, doutrinas destinadas em outras mesas de cirurgias
Belas e desafinadas.
B²
e infrações.
Freio de mão e ajustes às rodas.
Piadas infames, doutrinas destinadas em outras mesas de cirurgias
Belas e desafinadas.
B²
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
As folhas que caem e as flores que inundam
Eu tenho frio.
Diante das frases impostas a vir,
esqueci do quanto amava a estrada.
As músicas no ouvido e o silêncio escuro das poltronas.
...
A pouca paisagem volta ao concreto
cimento
asfalto
a melancolia vestida de volta,
de esquecimento sobre o que brilha muito
e não é.
Torpor e brisas geladas nos braços,
vulgaridade nas escadas...
Toda a vida desolada em cores mais vibrantes
que agradam os olhos
e congelam a pele.
Eu sei que o inverno não acabou
pois a neve cai durante todo o ano.
Maldito seja aqueles que querem que o tempo passe rapido
e,
que queimem no frio os que tornam isto real.
Pois é, não se pode fugir
ou fingir que não nevará nos dias seguintes,
Tanto faz!
O importante é que
meu cobertor me conta as mentiras que preciso ouvir.
B²
Diante das frases impostas a vir,
esqueci do quanto amava a estrada.
As músicas no ouvido e o silêncio escuro das poltronas.
...
A pouca paisagem volta ao concreto
cimento
asfalto
a melancolia vestida de volta,
de esquecimento sobre o que brilha muito
e não é.
Torpor e brisas geladas nos braços,
vulgaridade nas escadas...
Toda a vida desolada em cores mais vibrantes
que agradam os olhos
e congelam a pele.
Eu sei que o inverno não acabou
pois a neve cai durante todo o ano.
Maldito seja aqueles que querem que o tempo passe rapido
e,
que queimem no frio os que tornam isto real.
Pois é, não se pode fugir
ou fingir que não nevará nos dias seguintes,
Tanto faz!
O importante é que
meu cobertor me conta as mentiras que preciso ouvir.
B²
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