Já se foi o tempo em que era preciso mentir
hoje q verdade destoa e reluz,
tanto com os cabelos presos
ou soltos.
As máscaras cujo fim era o da interação só distanciaram mais da meta,
mas a espontaneidade
em local certo, subiu os degraus
sem asas
ou pena de norte.
Os olhos gritam melodias suaves
toda vez que é roubado o riso
e o choro ban(d)ido.
Uma estória de pinóquio tornada sangrenta
com carne e unha,
fome e prazer.
B²
terça-feira, 11 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
O som das teclas no estômago
Nomes vazios
e infrações.
Freio de mão e ajustes às rodas.
Piadas infames, doutrinas destinadas em outras mesas de cirurgias
Belas e desafinadas.
B²
e infrações.
Freio de mão e ajustes às rodas.
Piadas infames, doutrinas destinadas em outras mesas de cirurgias
Belas e desafinadas.
B²
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
As folhas que caem e as flores que inundam
Eu tenho frio.
Diante das frases impostas a vir,
esqueci do quanto amava a estrada.
As músicas no ouvido e o silêncio escuro das poltronas.
...
A pouca paisagem volta ao concreto
cimento
asfalto
a melancolia vestida de volta,
de esquecimento sobre o que brilha muito
e não é.
Torpor e brisas geladas nos braços,
vulgaridade nas escadas...
Toda a vida desolada em cores mais vibrantes
que agradam os olhos
e congelam a pele.
Eu sei que o inverno não acabou
pois a neve cai durante todo o ano.
Maldito seja aqueles que querem que o tempo passe rapido
e,
que queimem no frio os que tornam isto real.
Pois é, não se pode fugir
ou fingir que não nevará nos dias seguintes,
Tanto faz!
O importante é que
meu cobertor me conta as mentiras que preciso ouvir.
B²
Diante das frases impostas a vir,
esqueci do quanto amava a estrada.
As músicas no ouvido e o silêncio escuro das poltronas.
...
A pouca paisagem volta ao concreto
cimento
asfalto
a melancolia vestida de volta,
de esquecimento sobre o que brilha muito
e não é.
Torpor e brisas geladas nos braços,
vulgaridade nas escadas...
Toda a vida desolada em cores mais vibrantes
que agradam os olhos
e congelam a pele.
Eu sei que o inverno não acabou
pois a neve cai durante todo o ano.
Maldito seja aqueles que querem que o tempo passe rapido
e,
que queimem no frio os que tornam isto real.
Pois é, não se pode fugir
ou fingir que não nevará nos dias seguintes,
Tanto faz!
O importante é que
meu cobertor me conta as mentiras que preciso ouvir.
B²
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Repetições e corridas
O tempo estava se esgotando
E ela corria
mais rápido do que poderia qualquer um.
A luz do dia já se transformara em pôr do sol
e ela tinha de correr
do uso da primeira pessoa.
Jogada na cama não tinha utilidade,
independentemente se tivesse se jogado
ou se fosse jogada por um terceiro.
Meias coloridas nos tênis novos, desconfortáveis.
O ar, agora vento,
lambia seus cabelos
e violentava seus pés.
Sangravam as fases da Lua.
O local ainda estava longe
e ela acreditava piamente que,
se coresse, cruzaria os mares de semanas
em alguns minutos.
Sem sono.
Era melhor achar algo para comer
ou papel para limpar o suor.
Mas, uma melodia longe atinge o chão
onde por alguma brincadeira da vida
ela está deitada.
Seria um belo fim o atropelamento...
Mas há melhores dias
com chuvas piores.
Entre os ouvidos os tons embalam como no colo
e adormecem.
Como feto fica lá, derramado
e molhado de tudo que já foi escrito em sua pele
mas agora derrete...
Porque a permanência ali
é sentença de corte.
B²
E ela corria
mais rápido do que poderia qualquer um.
A luz do dia já se transformara em pôr do sol
e ela tinha de correr
do uso da primeira pessoa.
Jogada na cama não tinha utilidade,
independentemente se tivesse se jogado
ou se fosse jogada por um terceiro.
Meias coloridas nos tênis novos, desconfortáveis.
O ar, agora vento,
lambia seus cabelos
e violentava seus pés.
Sangravam as fases da Lua.
O local ainda estava longe
e ela acreditava piamente que,
se coresse, cruzaria os mares de semanas
em alguns minutos.
Sem sono.
Era melhor achar algo para comer
ou papel para limpar o suor.
Mas, uma melodia longe atinge o chão
onde por alguma brincadeira da vida
ela está deitada.
Seria um belo fim o atropelamento...
Mas há melhores dias
com chuvas piores.
Entre os ouvidos os tons embalam como no colo
e adormecem.
Como feto fica lá, derramado
e molhado de tudo que já foi escrito em sua pele
mas agora derrete...
Porque a permanência ali
é sentença de corte.
B²
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Profissão: Amadorismo
Um fundo vazio
depois de antigas páginas nao-autorais devoradas
com segregação
e abandono.
Amparo para as linhas que sustentavam ainda
os motivos
e palavras complicadas
para viver.
No entanto,
depois da janta desnutrida
e do banho quente
no vapor do banheiro riscava
rascunhos de discursos,
gagos de berço...
Não sabe escrever
ou ler.
Não sabe o teor ou sabor dos dizeres
que saem dos dedos
e não da boca.
Pois os lábios reserva
para ditos que não são seus,
já que só se grita em timbre
o que não rasga a garganta em tinta.
Os dedos estão sujos
e eu também.
B²
sábado, 18 de julho de 2015
Requiem estampado em lenços de papel
Tornou-se uma cachoeira
os braços doiam
a garganta não mais ardia,
não saiam as palavras
apenas o sal
escorrendo entre as grossas lentes do óculos à boca.
Não lembrava mais daquele gosto,
como de tantos outros
Inconsolável
sem fundamento
ou Lua em signos congruentes.
Não conseguia mais tirar as negações das sentenças
ou acalmar-se
Não sabia do que precisava
Não queria dormir
Não queria mais coisa alguma
Dentes doendo
nariz escorrendo
e a dificuldade de terminar
o poema
o nome
a vida
os créditos do filme
e tudo mais
que a vida pusera em sua frente
depois de veneno para animais já mortos.
B²
terça-feira, 7 de julho de 2015
Desencontros improváveis em corredores largos
As segundas feiras já foram mais felizes
e conseqüentemente, ativas.
Tempos de ponteiros vermelhos
Olhares escuros e noites bem dormidas...
Porque os dias valiam mais.
Elas passavam vagarosamente, de maneiras irrefutáveis
nas formas que o homem decide andar.
Passam-se semanas que tento recordar
como era o sentimento
de ausência de tanto sal escorrendo na boca,
pois era perpétuo,
divino.
Todo animal um dia encontra os seus.
Inspiração e continência agrupada.
Tempos nostalgicos
com novos rostos...
Tempos em que as rimas cogitam retornar,
mas o fim da idade impede.
A espera :
o andar perdido entre as árvores
que não são mais de papel,
dobradas no bolso direito
como segredos um dia cultivados
a mudar o mundo.
O espelho continua sujo
e o reflexo, distante.
Os rabiscos molhados e nenhuma canção alivia as semanas frias
de um coração que deseja o silêncio
enquanto grita desafinado.
B²
e conseqüentemente, ativas.
Tempos de ponteiros vermelhos
Olhares escuros e noites bem dormidas...
Porque os dias valiam mais.
Elas passavam vagarosamente, de maneiras irrefutáveis
nas formas que o homem decide andar.
Passam-se semanas que tento recordar
como era o sentimento
de ausência de tanto sal escorrendo na boca,
pois era perpétuo,
divino.
Todo animal um dia encontra os seus.
Inspiração e continência agrupada.
Tempos nostalgicos
com novos rostos...
Tempos em que as rimas cogitam retornar,
mas o fim da idade impede.
A espera :
o andar perdido entre as árvores
que não são mais de papel,
dobradas no bolso direito
como segredos um dia cultivados
a mudar o mundo.
O espelho continua sujo
e o reflexo, distante.
Os rabiscos molhados e nenhuma canção alivia as semanas frias
de um coração que deseja o silêncio
enquanto grita desafinado.
B²
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