domingo, 3 de julho de 2022
dúvidas da madrugada
quarta-feira, 13 de abril de 2022
das voltas dentro do polígono
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
certezas
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
aqui dentro ecoa
Aqui no meu quarto a chuva é bem barulhenta
e não deixa ouvir as batidas
De que tudo mudou de lugar
Meu espaço no canto daquela sala
Na esquina da minha mente com minha inquietude.
O sono me derruba
Três lances de escada
Abaixo
De onde já estive.
Não é um pódio, apenas degraus altos demais pra se subir
E escalar, escapar de outra dose abusiva
Noite adentro nas manhãs mal dormidas.
Estou envolta num plástico bolha
Cheia de manchas e manias dispersas
Irregulares na pele
Tese ou mapa antigo pra esse local
que insiste em me expulsar.
Minha garganta aguarda
no seco ou gelado, quais os comprimidos descerão
junto do corpo ao chão.
Certa vez me intitulei assim...e no fundo sabia
que sempre fôra
fora daqui
dessa jaula de barras espessas e frias -
inconsequentes
B²
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
outra madrugada desatando nós
segunda-feira, 13 de julho de 2020
me diz
A feridas não se curam?
''como pode falar de agora?''
Eu que tanto sou e venho da Lua
cheia de ti, dela, de mim,
canto e choro, morro e vivo novamente para morrer mais uma vez
sob o céu sem lua
Algumas imagens me doem de formas que não esperava
São tintas velhas no porão,
no canto do palco em que a fumaça forma seu rosto
mesmo incerto.
Uma noite, uma música
uma nota inalcançável
sem fôlego ou comparações.
Finais tristes são os mais belos
cortados pela corda ou arma
num vermelho que mancha meu vestido branco:
não de casamento, mas personagem, mais uma vez.
Anjo da música, cante a canção
leve-me pelo rio debaixo de sua capa
em que homem e mistério estão,
vinde uma história tão desentendida
e dolorida
quanto bela.
B²