Eu agora tenho várias peças na minha coleção de porcelana
Várias xícaras quebradas
Com desenhos em tons pastéis.
.
Fumaça
E prescrições com letra feia em cima da mesa.
Um
Dois
Três goles d'água
Para todos os comprimidos descerem a garganta
Seca
.
Eu remendo, redesenho, rabisco
Cada linha que perdeu seu segmento
Cada caco de louça perdido na ferida aberta.
Os pedacinhos de cabelo também surgem
E uma palavra ou outra tropeçando em poesia
Ou tentativa brusca de.
.
.
.
Rasuro um pecado nas costas da mão
- Orgulho.
É mais facil que um espelho estranho
E outras coisas de empurrar pra detrás da cômoda :
Incomoda.
.
B²
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Sequência antiga
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
As asas do baralho
Segura minha mão
Que meu corpo leve
Tende a flutuar.
Se a gravidade não for suficiente
Ou se a ciência sempre esteve errada
E pudermos voar,
Há de ser assim
Na lentidão de um abraço
E devastação de um beijo.
...
Meu peito se arrebenta
E cada veia do coração se desata
De todas as cordas que já me prenderam.
Suspiro
Invocação de tudo que é
Antes mesmo que fosse
E até depois de acordar
E redescobrir todo dia os pés fora do chão.
Meus dedos buscam a eternidade dos ventos
Enquanto os olhos descansam sobre o ombro.
Dedos que estalam
Estrelam
E se entrelaçam,
Rabiscos, rascunhos e arranhões de uma história longa
Digna de boca que não fecha
Entre sorrisos
E sustos bons.
B²
Que meu corpo leve
Tende a flutuar.
Se a gravidade não for suficiente
Ou se a ciência sempre esteve errada
E pudermos voar,
Há de ser assim
Na lentidão de um abraço
E devastação de um beijo.
...
Meu peito se arrebenta
E cada veia do coração se desata
De todas as cordas que já me prenderam.
Suspiro
Invocação de tudo que é
Antes mesmo que fosse
E até depois de acordar
E redescobrir todo dia os pés fora do chão.
Meus dedos buscam a eternidade dos ventos
Enquanto os olhos descansam sobre o ombro.
Dedos que estalam
Estrelam
E se entrelaçam,
Rabiscos, rascunhos e arranhões de uma história longa
Digna de boca que não fecha
Entre sorrisos
E sustos bons.
B²
domingo, 22 de outubro de 2017
Caramelo: A pequena flor azul de açúcar
E vai ficando difícil de se escrever
Pensando nas morfologias do pretérito que já tanto rendeu poesia,
Já que agora o peito se recolhe feliz em silêncios
E olhos fechados que somente em beijo transcrevem
Como quem risca a própria pele
A vastidão de um sentimento bom.
E por muitas vezes há necessidade de analisar se é um sonho, uma pegadinha de mim mesma
Uma idealização ja feita que acarretará em choro ao acordar
Em sorriso calado de querer ser verdade,
Pois
O que realmente é...
Transcende a imaginação
Pois nenhuma ficção ou poesia é mais pura que a realidade.
É quase um tapa na cara levemente solicitado
Quando a Lua é cheia todas as noites
E os olhares também.
Minhas mãos brincam dadas e investigadas
Pelas que seguram meu rosto
Ante a briga contra o relógio
Mesmo com o tempo não ser o mesmo.
Desnorteada
Sem saber usar uma bússola
Sem temer o doce dos lábios
E o infinito do agora.
Minhas palavras perdidas não sabem o que são
Mas sabem
E sabem
Que não poderia ser melhor.
B²
Pensando nas morfologias do pretérito que já tanto rendeu poesia,
Já que agora o peito se recolhe feliz em silêncios
E olhos fechados que somente em beijo transcrevem
Como quem risca a própria pele
A vastidão de um sentimento bom.
E por muitas vezes há necessidade de analisar se é um sonho, uma pegadinha de mim mesma
Uma idealização ja feita que acarretará em choro ao acordar
Em sorriso calado de querer ser verdade,
Pois
O que realmente é...
Transcende a imaginação
Pois nenhuma ficção ou poesia é mais pura que a realidade.
É quase um tapa na cara levemente solicitado
Quando a Lua é cheia todas as noites
E os olhares também.
Minhas mãos brincam dadas e investigadas
Pelas que seguram meu rosto
Ante a briga contra o relógio
Mesmo com o tempo não ser o mesmo.
Desnorteada
Sem saber usar uma bússola
Sem temer o doce dos lábios
E o infinito do agora.
Minhas palavras perdidas não sabem o que são
Mas sabem
E sabem
Que não poderia ser melhor.
B²
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
O desenrolar do fio vermelho
Meu coração tem pressa.
Por vezes, o relógio também tem pressa
Mas eu não.
É engraçado como a vida tem suas voltas
E nos rodopia em dança.
Girei
Girei
Gritei e girei
E girei
e
G
I
R
E
I
.
.
.
E cai.
Cai de volta aos braços e fechei os olhos
E sorri.
O corpo que se recosta aliviado das dores e do mundo
Que se esquece dos problemas e datas e prazos
Tão iluminado pela Lua cheia
Ou raios no céu,
Tão tempo como é
Como presente surpresa.
Todos choramos.
As lágrimas invadem o rosto que as mãos são postas com ternura
mesmo em sonhos bons
Porque nem nos sonhos bons
Nem no melhor deles a vida acontece.
...
E vou lhe contar um segredo:
Ela acontece.
B²
Por vezes, o relógio também tem pressa
Mas eu não.
É engraçado como a vida tem suas voltas
E nos rodopia em dança.
Girei
Girei
Gritei e girei
E girei
e
G
I
R
E
I
.
.
.
E cai.
Cai de volta aos braços e fechei os olhos
E sorri.
O corpo que se recosta aliviado das dores e do mundo
Que se esquece dos problemas e datas e prazos
Tão iluminado pela Lua cheia
Ou raios no céu,
Tão tempo como é
Como presente surpresa.
Todos choramos.
As lágrimas invadem o rosto que as mãos são postas com ternura
mesmo em sonhos bons
Porque nem nos sonhos bons
Nem no melhor deles a vida acontece.
...
E vou lhe contar um segredo:
Ela acontece.
B²
domingo, 13 de agosto de 2017
Sagrado
Consagrou-se
De pés descalços e irmãs de mãos dadas.
Juntas, Unidas e mais fortes.
Vindas de passados diferentes
Crenças, medos e traumas que só fortalecem mais o ser mulher.
Meu coração batia aflito
Bombeando o sangue que marca as feridas
E escorre pelos olhos, borrando a maquiagem.
Os olhares ternos se complementaram
E na cachoeira todo o mal foi levado
E abraçado conforme a dor era lembrada.
As lágrimas tornavam a voltar
E verem refletidas nelas
Ainda tão jovens
Que precisamos umas das outras,
E em cada uma encontramos lar e paz.
...
Todos os abraços dados se fundiram
Entre peles de suor e lágrimas
Ou agasalhadas em pêlos;
Vivenciada por presenças
A noite e a gratidão emanavam luz na tenda vermelha
De toque leve
Em uma data chamada amor
B²
De pés descalços e irmãs de mãos dadas.
Juntas, Unidas e mais fortes.
Vindas de passados diferentes
Crenças, medos e traumas que só fortalecem mais o ser mulher.
Meu coração batia aflito
Bombeando o sangue que marca as feridas
E escorre pelos olhos, borrando a maquiagem.
Os olhares ternos se complementaram
E na cachoeira todo o mal foi levado
E abraçado conforme a dor era lembrada.
As lágrimas tornavam a voltar
E verem refletidas nelas
Ainda tão jovens
Que precisamos umas das outras,
E em cada uma encontramos lar e paz.
...
Todos os abraços dados se fundiram
Entre peles de suor e lágrimas
Ou agasalhadas em pêlos;
Vivenciada por presenças
A noite e a gratidão emanavam luz na tenda vermelha
De toque leve
Em uma data chamada amor
B²
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Inverno
Várias vezes escrevi e apaguei
Apaguei e reescrevi
Recomecei
Para voltar ao início de uma história sem fim.
Eis que eu ando mentindo
Incansavelmente
E até as minhas mentiras contam mentiras
E perdem a conta.
As linhas cruzadas e mal costuradas na minha pele não querem sair
Não querem ser curadas
Ou esquecidas
Não querem se tornar lembranças
Ou passado.
Eis que a memória é imperdoável
E a dor inflamada não conhece cicatrizante
Ou agulha que realmente fira
Fure
E fuja.
O frio vem enferrujando as palavras
E cobrindo o morcego com mil cobertores e dores
De um corpo prazeroso em sofrer.
...
Mas das mentiras descobertas
As que me descobrem no meio da noite
Inconsistem ante ao lado direito da minha cama.
Ignoro a parede e viro-me ante ela
De movimento ensaiado ja apresentado aquela vez
Amanhecido de sonho
No passado perfeito
- cuja gramática dispensa ser ignorada
Da língua entre os dentes
E a rima.
- mesmo que tudo mude, minha mudez grita riscando as paredes silenciosas e ensurdecidas -
B²
Apaguei e reescrevi
Recomecei
Para voltar ao início de uma história sem fim.
Eis que eu ando mentindo
Incansavelmente
E até as minhas mentiras contam mentiras
E perdem a conta.
As linhas cruzadas e mal costuradas na minha pele não querem sair
Não querem ser curadas
Ou esquecidas
Não querem se tornar lembranças
Ou passado.
Eis que a memória é imperdoável
E a dor inflamada não conhece cicatrizante
Ou agulha que realmente fira
Fure
E fuja.
O frio vem enferrujando as palavras
E cobrindo o morcego com mil cobertores e dores
De um corpo prazeroso em sofrer.
...
Mas das mentiras descobertas
As que me descobrem no meio da noite
Inconsistem ante ao lado direito da minha cama.
Ignoro a parede e viro-me ante ela
De movimento ensaiado ja apresentado aquela vez
Amanhecido de sonho
No passado perfeito
- cuja gramática dispensa ser ignorada
Da língua entre os dentes
E a rima.
- mesmo que tudo mude, minha mudez grita riscando as paredes silenciosas e ensurdecidas -
B²
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Inflamável
Você acha isso certo?
Citar Dante ante meu nome
E em meio a seu inferno lembrar que o fogo queima
De dentro pra fora?
Se soubesse que o fogo arde não só a alma
Que todo sopro em meio a cinzas
É brasa bordando segredos,
Seria rei
De um fogaréu azul
E lábios vermelhos.
O inverno e eu renasceremos,
Em breve todo o frio será mantido
Para que o calor possa existir.
A chama se ergue
E chama
E dança em torno
De tudo
Que
Citar Dante ante meu nome
E em meio a seu inferno lembrar que o fogo queima
De dentro pra fora?
Se soubesse que o fogo arde não só a alma
Que todo sopro em meio a cinzas
É brasa bordando segredos,
Seria rei
De um fogaréu azul
E lábios vermelhos.
O inverno e eu renasceremos,
Em breve todo o frio será mantido
Para que o calor possa existir.
A chama se ergue
E chama
E dança em torno
De tudo
Que
A
Faz
Queimar.
B²
Faz
Queimar.
B²
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